domingo, 11 de abril de 2010

Análise





Já não somos mais crianças


e a inocência não nos acompanha.


Labirintos obscuros e tramas.


Ainda nos perseguem.



Das brincadeiras de crianças


Restam poucas lembranças.


Tranças, bonecas, as bolinhas de gudes...


Goma de mascar, bala Juquinha...


Juro! Queria que o tempo voltasse.



E o que tenho?


O que aprendi com o futuro já vivido?


Não sei. Não sei!



Os dias continuam passando


E com o tempo


Somo as horas mortas que não voltam.



Penso, repenso e nada!


Nada de novo se apresenta.



Ansiedade me vem.


afasto-me da vida


mas ela chega-me em breves lembranças


Enfumaçadas nuances...



O tempo. Senhor da razão.


Será?


“Alzheimer” um vazio...


A solidão...


que segue apagando a


-vida-


E do passado


Certo ou errado.


Quem se importa?


A ninguém interessa.



A felicidade


Hoje é só um engano.


Dela, nem saudade.



Lili Ribeiro



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