quarta-feira, 9 de junho de 2010

Estrela menina


Estrela menina

Um punhado de estrelas saltitantes enfeita o céu
Um brilho suave burlando a noite
E vim buscar as uvas os doces os chocolates.

Da vida só o prazer e não mais a dor
Um hino suave, uma poesia cantada
Um charme a mais no meu andar de menina madura.

Sou forte, sou lua sou menina e as vezes me perco pelas ruas.
Hora de voltar... Pra que?
Sou assim.

Um pouco levada
Pelos poetas, invejada.
Sorriso farto, vestido largo... Não rejeito um afago
Mas nada que seja exagerado.

Sou menina ainda.
Nada de compromisso, por enquanto só os suspiros.
E se um dia sair da adolescência
Que seja pra ser mulher
Nunca uma coisa qualquer como a maioria dos homens querem.

Ah! Se o tempo parasse e de novo eu voltasse seria pra rir e nunca mais chorar.
Hoje sou assim, facho de luz, estrela assanhada e saltitante
Perdida nesse imenso céu.

Com meu brilho suave vou burlando a noite
Cantando a vida e celebrando a liberdade.
Liberdade! Quanto te quero de verdade.
Lili Ribeiro

domingo, 11 de abril de 2010

Análise





Já não somos mais crianças


e a inocência não nos acompanha.


Labirintos obscuros e tramas.


Ainda nos perseguem.



Das brincadeiras de crianças


Restam poucas lembranças.


Tranças, bonecas, as bolinhas de gudes...


Goma de mascar, bala Juquinha...


Juro! Queria que o tempo voltasse.



E o que tenho?


O que aprendi com o futuro já vivido?


Não sei. Não sei!



Os dias continuam passando


E com o tempo


Somo as horas mortas que não voltam.



Penso, repenso e nada!


Nada de novo se apresenta.



Ansiedade me vem.


afasto-me da vida


mas ela chega-me em breves lembranças


Enfumaçadas nuances...



O tempo. Senhor da razão.


Será?


“Alzheimer” um vazio...


A solidão...


que segue apagando a


-vida-


E do passado


Certo ou errado.


Quem se importa?


A ninguém interessa.



A felicidade


Hoje é só um engano.


Dela, nem saudade.



Lili Ribeiro